Por: Camilo Filho (“)
Uma vez que o equipamento já tenha adentrado a obra, posicionar adequadamente o guindaste para o trabalho é de vital importância, assim como sua estabilização no terreno. É isso que permite evitar acidentes e reduzir riscos ocupacionais em operações com esses equipamentos.
Siga os passos abaixo para uma operação segura e sem lacunas:
1 – Inspecione a área de operação Antes de iniciar o posicionamento do guindaste, vá ao local do patolamento e verifique possíveis interferências no solo (valetas, bases de equipamentos, edificações, colunas, tubulações enterradas, envelopes elétricos etc.). Observe também as interferências aéreas (pipe racks, linhas de energia, correias transportadoras etc.).
2 – Posicionando o guindaste Antes de estacionar o guindaste, verifique o terreno para garantir que o solo esteja estável e regular. Se possível, nivele a superfície. Isso assegura uma base firme, permitindo ao operador deixar o guindaste perfeitamente nivelado. Lembre-se: o nivelamento atual solicitado nas tabelas de carga é de 1%.
3 – Os outriggers Após estacionar o guindaste no local de trabalho, os outriggers devem ser preferencialmente sempre totalmente estendidos. Caso isso não seja possível, siga rigorosamente as recomendações do fabricante contidas na tabela de carga, pois a estabilidade estará comprometida.
4 – Use mats ou dormentes sob as patolas É fundamental travar os outriggers com seus pinos e fixar os pratos das patolas com as devidas travas. Durante o giro do guindaste, há mudança no posicionamento do centro de gravidade combinado guindaste/carga, o que provoca torção no chassi e flexão nos outriggers, ocasionando pequenos deslocamentos dos pratos da patola. O calçamento deve estar bem nivelado, garantindo ângulo de 90° entre o cilindro e a superfície do prato. Dormentes devem ser posicionados cruzados; em terrenos muito ruins, colocar dormentes paralelos e soltos representa risco.
5 – Atenção constante Durante a operação, se o operador notar sinais como: a máquina, ao soltar o freio de giro, tende a girar sozinha, ou ao observar a cabeça da lança percebe que os cabos de carga não estão perfeitamente verticais, isso indica que o guindaste desnivelou ou que alguma patola cedeu. Nesse caso, a manobra deve ser interrompida imediatamente e o equipamento novamente nivelado.



Camilo Filho is one of the best of the industry. I know Camilo for over 3 decades and he has proven to be one of the greatest engineers with an incredible knowledge and talent!
Muito bom! Porém na última foto a chapa de metal deveria ser colocada na orientação “Longitudinal” tanto para sobrepor todos os dormentes quanto para evitar o prato da patola corresse para fora.
Acredito que um pranchão com alças seria melhor até para o ajuste do posicionamento pelos sinaleiros/operadores.
Camilo Filho é uma referência na movimentação de cargas. Ele foi econômico textualmente e nas ilustrações… Mas em qualquer operação com guindaste devemos, inicialmente, nos atentar ao máximo sobre o local de patolamento, sobretudo na resistência do solo.