R$ 73,9 BILHÕES EM DESCOMISSIONAMENTO OFFSHORE

R$ 73,9 BILHÕES EM DESCOMISSIONAMENTO OFFSHORE

O mercado brasileiro de descomissionamento offshore deverá receber investimentos de aproximadamente R$ 73,9 bilhões entre 2026 e 2030, consolidando-se como uma das principais frentes de negócios da indústria de petróleo e gás nos próximos anos. A projeção foi apresentada pela diretora da Agência Nacional de Petróleo (ANP), Symone Araújo, durante a Offshore Technology Conference (OTC) 2026, uma das maiores conferências do mundo sobre setor de energia offshore, que ocorreu em Houston (EUA), de 4 a 7 de maio.A sua palestra evidenciou a crescente demanda por atividades ligadas ao encerramento seguro e definitivo de operações em campos marítimos

O descomissionamento compreende o conjunto de atividades associadas à cessação permanente da produção de um campo, incluindo o abandono e tamponamento de poços, remoção de instalações, gestão ambientalmente adequada de materiais e resíduos, recuperação ambiental e preservação da segurança da navegação marítima. Trata-se de uma obrigação regulatória e contratual executada ao final da vida produtiva dos ativos petrolíferos.

investimentos em descomissionamento

De acordo com as projeções para os próximos cinco anos, o Brasil deverá realizar o abandono permanente de 523 poços, a desmobilização de 38 unidades estacionárias de produção (UEPs), a remoção de 41 cabeças de poço, além da retirada de 3.299 quilômetros de linhas submarinas e de 25 equipamentos submarinos. As atividades também incluem a recuperação ambiental de uma área estimada em 32 km².

Os investimentos serão concentrados principalmente no abandono permanente de poços, que deverá absorver R$ 49,659 bilhões, equivalentes a cerca de 67% do total previsto. A remoção de linhas submarinas aparece como a segunda maior frente de investimentos, com R$ 12,446 bilhões, seguida pela desmobilização de unidades de produção, que deverá demandar R$ 7,589 bilhões. Outros recursos serão destinados à remoção de cabeças de poço, recuperação ambiental e retirada de equipamentos submarinos.

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Fonte: TechCon Engenharia

O avanço dessas atividades reforça a importância do descomissionamento como segmento estratégico para a cadeia de óleo e gás no país, criando oportunidades para empresas de engenharia, logística, serviços marítimos, gestão ambiental e reciclagem industrial. Além de atender às exigências regulatórias, o processo contribui para a mitigação de riscos ambientais e para a liberação segura de áreas marítimas utilizadas pela indústria petrolífera.

Foto: Leonardo Roncetti

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