OPERAÇÃO DE GUINDASTES NA SIDERURGIA E MINERAÇÃO

OPERAÇÃO DE GUINDASTES NA SIDERURGIA E MINERAÇÃO

Por: Rodrigo Bossa (*)

Muitas grandes empresas necessitam de guindastes para suas atividades, seja para operações de rotina ou aplicações especiais, gerando demandas importantes para o nosso mercado, mas também muito burocráticas.

São tantos documentos exigidos, antes mesmo dos guindastes entrarem na obra, como planos de manutenção, laudos, certificados e vistorias, que muitas vezes é mais complicado providenciar toda a documentação que realizar os içamentos.

Finalmente com os guindastes dentro das obras, surgem mais procedimentos de segurança, como análise preliminar de riscos (APR), permissões de trabalho (PT) e planos de Rigging e suas revisões, além de inúmeros check lists.

Somente depois de cumprir toda essa “maratona”, que realmente começa a operação, normalmente sob o olhar atento de um técnico de segurança com pouco conhecimento na operação de guindastes.

Mas o que podemos aprender com tudo isso?

Certamente a principal questão é que com segurança não se brinca, nunca! A segurança deve ser sempre prioridade máxima e inquestionável, acima de tudo e de todos. Não há prazo ou produção que justifique correr qualquer risco. As operações de içamento de cargas já são arriscadas pela sua própria natureza.

Todos sabemos que as operações em campo nem sempre ocorrem conforme planejado, cenários mudam, interferências surgem e cronogramas são reduzidos constantemente, mas nada deve estar acima da segurança.

Na prática, temos observado desvios preocupantes, como utilização de estropos danificados, ausência de quebra-cantos na amarração e até guindastes operando com balança danificada, que inclusive causaram acidentes. Na maioria das vezes estes desvios não chegam ao conhecimento dos responsáveis.

Muitos profissionais se arriscam desnecessariamente para tentar resolver o problema do cliente ou para terminar logo os trabalhos, descumprindo protocolos básicos de segurança, que colocam em risco a operação, a vida das pessoas e a reputação da empresa.

Infelizmente, no Brasil, ainda não existe uma regulamentação técnica adequada para guindastes, o que leva cada uma das grandes empresas a criar e implantar seus próprios procedimentos específicos e sem padronização, incluindo, às vezes, critérios inúteis para a segurança na operação de guindastes.

Para evoluir é importante estar atento aos detalhes, escutar ativamente sugestões e reclamações, refletir sobre cada documento, cada procedimento, cada exigência, entender que cada por trás de cada exigência existe uma oportunidade de melhorar ainda mais, de minimizar riscos e de aumentar a segurança.

(*)Rodrigo-Bossa Rodrigo Bossa, engenheiro mecânico, MBA em negócios, especializado em guindastes e componentes, com 22 anos de experiência internacional em serviços técnicos e gestão de negócios. Atualmente é diretor da CSi Consultoria & Soluções inteligentes. Contato: rb@csi-br.com

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