A Autoridade Portuária de Santos (APS) contratou a Marfort Serviços Marítimos para a operação emergencial no início de abril de reflutuação do navio oceanográfico Prof. W. Besnard, que adernou no cais do Valongo em 13 de março.
Ícone da ciência brasileira e primeira embarcação nacional a chegar à Antártida, a operação de reflutuação prevê estabilizar o navio, com custo estimado em R$ 8,6 milhões. O trabalho busca garantir segurança da navegação e reduzir riscos ambientais. Próximos passos incluem a avaliação do estado da embarcação e estudos sobre sua possível restauração ou destinação museológica, preservando seu valor histórico e científico.
O 8º Distrito Naval da Marinha do Brasil aprovou, dia 24 de abril, o plano de remoção do navio Prof. W. Besnard, apresentado pela empresa contratada de forma emergencial pela Autoridade Portuária de Santos (APS).
O plano de salvamento prevê reestabelecer gradualmente a flutuabilidade da embarcação, por meio da drenagem interna e outras ações. Assim que a embarcação estiver em condições, deverá ser deslocada para um estaleiro, onde será avaliada a possibilidade de sua restauração.
Os serviços para recuperação do Prof. W. Besnard estão sendo feitos desde o dia 31 de março, com avaliações feitas por mergulhadores, limpeza e vedação do casco da embarcação. O caso vem sendo tratado como prioridade desde o incidente, com foco na segurança da navegação e na preservação ambiental.
Embora a embarcação pertença à entidade Instituto do Mar, para quem foi doada após anos de uso pela Universidade de São Paulo (USP), em pesquisas na Antártida, a APS assumiu a responsabilidade diante da situação emergencial declarada pela Capitania dos Portos.
O Prof. W. Besnard é um dos símbolos da oceanografia brasileira. O navio participou da primeira expedição brasileira à Antártida e realizou dezenas de missões científicas ao longo de sua trajetória, o que reforça seu valor histórico e institucional.

