Após uma década de obras paralisadas e cinco licitações sem resultado, a Linha 17-Ouro do metrô de São Paulo voltou a avançar com a chegada dos trens fabricados pela BYD. O transporte dos equipamentos foi executado pela Hansa Meyer Brasil, em uma operação logística que envolveu planejamento específico para carga especial.
A frente comercial foi conduzida por Alexandre Bertolini, que já acompanhava projetos da BYD no país nas áreas de energia e mobilidade elétrica. Segundo ele, o trabalho incluiu atualização técnica do escopo, revisão de propostas e negociação contratual.

O intervalo entre prospecção e início da execução foi de 20 meses, dos quais quatro dedicados à negociação. A proposta da Hansa Meyer Brasil passou por auditoria independente da Dédalo Engenharia e foi validada pela Companhia do Metropolitano de São Paulo.
A coordenação operacional ficou a cargo de Marcelo Delvalle. O planejamento do transporte rodoviário durou seis meses. Os estudos logísticos consideraram desembarque pelo Porto de Santos, com alternativas em São Sebastião e Guarujá.

Restrições de altura e pontos de manobra levaram à adaptação dos conjuntos transportadores. A equipe técnica elaborou planos de rigging, definiu rotas e acompanhou o trajeto do porto ao posicionamento nos trilhos.
Com a entrega dos trens, a obra entra em nova etapa de implantação. Para o setor de logística de cargas especiais, a operação registra a participação de fabricantes internacionais, operadores logísticos e órgãos públicos em um projeto de mobilidade urbana na capital paulista.


