TERMINAL DE VILA VELHA PODE AMPLIAR CAPACIDADE

TERMINAL DE VILA VELHA PODE AMPLIAR CAPACIDADE

Uma nova área de aproximadamente 65 mil metros quadrados no Terminal Portuário de Vila Velha (TVV), administrado pela Log-In Logística Integrada, pode ampliar significativamente a capacidade logística do Espírito Santo. O espaço já está pronto para operação e aguarda apenas a liberação da Receita Federal do Brasil para entrar em funcionamento.

Com a incorporação do terreno, localizado na área conhecida como Penedo, o terminal aumentará sua extensão total em cerca de 65%. Atualmente, o TVV ocupa aproximadamente 103 mil metros quadrados e movimentou cerca de 217 mil contêineres nos últimos 12 meses, com picos mensais de até 25 mil unidades, impulsionados sobretudo pela crescente importação de veículos elétricos.

A nova estrutura deve elevar em cerca de 40% a capacidade de estocagem de contêineres e ampliar em aproximadamente 90% a área destinada a armazéns de cargas. A estimativa é que o terminal possa absorver até 8 mil contêineres adicionais por mês, ampliando o fluxo logístico que passa pelo complexo portuário capixaba.

De acordo com o presidente da Log-In, Marcus Voloch, o projeto é estratégico para destravar gargalos logísticos enfrentados nos últimos anos. Segundo ele, o perfil multipropósito do terminal — que opera com contêineres, cargas gerais e veículos — permite ao Espírito Santo manter operações diversificadas e integradas às rotas do comércio exterior.

A ampliação ocorre em um contexto de forte crescimento da movimentação de cargas no estado. Apenas em 2025, o TVV registrou aumento de 39,6% na movimentação de veículos em relação ao ano anterior. Já a carga geral movimentada no terminal atingiu 929,7 mil toneladas, avanço de 30% sobre 2024.

O investimento no projeto foi de aproximadamente R$ 35 milhões e incluiu melhorias de infraestrutura e modernização tecnológica. A iniciativa recebeu autorizações de órgãos como prefeitura de Vila Velha, Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), Corpo de Bombeiros e Instituto Estadual de Meio Ambiente (Iema). A etapa final pendente é o processo de alfandegamento em análise pela Receita Federal.

Segundo a companhia, a entrada em operação da nova área também permitirá escoamento mais eficiente de cargas estratégicas para o estado, como café e rochas ornamentais, além de reforçar o papel do Espírito Santo como hub logístico para diferentes cadeias produtivas.

Enquanto a liberação não ocorre, o terminal já enfrenta limitações de capacidade. A perda recente de cerca de 40 mil m² no Complexo Portuário de Vitória — decorrente do término de um contrato de exploração — também tem pressionado a infraestrutura local, resultando em filas de navios para atracação e possível redirecionamento de cargas para outros portos.

Com a autorização final, a expectativa é ampliar a eficiência operacional do terminal e consolidar o estado como um dos principais polos logísticos do comércio exterior brasileiro.

Foto: Log-In Logística Integrada Divulgação

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