Em 2024, as mortes em rodovias federais brasileiras cresceram 9% em comparação a 2023, totalizando 6.163 óbitos, um aumento de 526 vidas perdidas, segundo dados recentes da Polícia Rodoviária Federal. Conforme a doutora em gestão urbana e professora da Uninter, Rafaela Almeida, seis estados concentraram 51% das mortes, com destaque para Minas Gerais, que lidera o ranking com 794 mortes (13% do total). Na sequência aparecem Bahia (614 óbitos, 10%), Paraná (607 óbitos, 10%), Santa Catarina (414 óbitos, 6%), Rio Grande do Sul (346 óbitos, 6%) e Rio de Janeiro (333 óbitos, 5%).
Este grupo de estados apresentou um aumento de 62% no número de mortes em comparação com o ano anterior. A BR-116 lidera o ranking de rodovia mais letal do Brasil, com 821 óbitos registrados ao longo do ano, seguida pela BR-101, com 731 mortes, e pela BR-153, com 270 vítimas fatais.
Entre as principais causas de acidentes fatais estão transitar na contramão (921 mortes), ausência de reação do condutor (759) e reações tardias ou ineficientes por parte dos motoristas (677). Um dado especialmente preocupante é o alto número de mortes causadas por colisões frontais, responsáveis por 1/3 das 6.163 mortes registradas em rodovias federais no ano passado – o que equivale a 1.986 vítimas fatais. Outros fatores merecem destaque, como o atropelamento de pedestres, que resultou em 969 mortes, e as saídas de pista, responsáveis por 714 óbitos.