A etapa de remontagem da tuneladora “Cora Coralina”, conhecida como Tatuzão e responsável pela escavação dos túneis da expansão da Linha 2-Verde do Metrô de São Paulo, foi concluída com uma das operações de içamento mais complexas já realizadas no canteiro. Em 17 de outubro, o Consórcio Metrô Linha 2, liderado pela Engibras, finalizou a descida do último carro do sistema de backup – conjunto de estruturas que dá suporte à operação da máquina – utilizando um guindaste Liebherr sobre esteiras, da locadora 3Z, com lança treliçada e capacidade de 750 toneladas.
Esse equipamento, reconhecido pelo equilíbrio entre força bruta e mobilidade, são empregados em obras de grande porte, como construção de pontes, parques eólicos, refinarias e polos navais, e se destacam pela precisão em atividades de alta complexidade. Na operação do metrô, os guindastes foram essenciais para o içamento e posicionamento das estruturas da TBM (Tunnel Boring Machine), que pesam dezenas de toneladas e exigem controle milimétrico de estabilidade e raio de giro.
“Com a desmontagem da TBM, concluímos uma operação extremamente complexa, que estudamos e planejamos durante cinco anos”, explica Alex Puga, gerente de Planejamento do Consórcio Metrô Linha 2. “Foram meses de preparação, movimentação coordenada e logística de alta precisão para garantir a segurança e eficiência em cada etapa.”
Desmontagem e montagem simultâneas de uma máquina desse porte é feito inédito no Brasil
Os trabalhos de desmontagem e remontagem da tuneladora começaram em junho deste ano, no VSE Falchi Gianini e na Estação Penha, e envolveram içamento e descida de múltiplos componentes, incluindo o rolamento central, de aproximadamente 200 toneladas e quase 7 metros de altura, uma das peças mais pesadas do equipamento. A TBM possui 100 metros de comprimento (considerando shield mais carros de apoio) e pesa aproximadamente 2.600 toneladas no total.
“É a primeira vez em território brasileiro que uma tuneladora desse porte é simultaneamente desmontada em uma frente e montada novamente em outra, marcando um avanço logístico e técnico inédito para o setor de infraestrutura pesada no país”, diz Elaine Ferreira, presidente da BRZ Infra, holding da Engibras.
Para ela, a operação evidencia a maturidade técnica da empresa em obras metroferroviárias: “A expansão da Linha 2-Verde e a ampliação do Pátio Tamanduateí em São Paulo reforçam nossa expertise em engenharia de precisão e uso de equipamentos de grande porte.”
Após a remontagem, foi realizado o “arraste” de cerca de 100 metros, deslocamento controlado que levou a máquina até sua posição definitiva para o reinício das escavações.
Com a “Cora Coralina” já posicionada diante do emboque do túnel na Estação Penha, no sentido da futura Estação Aricanduva, a previsão é que ela percorra cerca de 3 quilômetros subterrâneos até o Complexo Rapadura, na Zona Leste.
Sobre a Engibras:
A Engibras é uma empresa de soluções de engenharia para projetos de infraestrutura, atuando nos segmentos de mobilidade urbana, saneamento, urbanização, energia e complexos industriais. Com o apoio de mais de 2.900 profissionais, a Engibras possui time técnico, altamente qualificado e comprometido, tornando a empresa o parceiro ideal para projetos EPC e EPCM em concessões e parcerias público-privadas (PPPs). Atualmente possui contratos de alta complexidade em execução em São Paulo e Ceará.

