ENERGIA LIMPA

O Brasil tem todas as condições de tornar-se um protagonista global em energia limpa, mas existem problemas a serem superados. E não são poucos. Repisamos alguns em matéria desta edição, mas também procuramos identificar oportunidades e investimentos que estão em curso ou podem se realizar a curto e médio prazo. A energia não fóssil é uma necessidade premente nos tempos em que vivemos – pela questão climática, mas também por sua oferta inesgotável. A demanda é cada vez maior e, para complicar, o IA, maravilha do momento, revelou-se um consumidor voraz e agravou essa angústia.

Há um leilão de transmissão previsto para outubro, que poderá ser um divisor de águas no impasse atual. O Brasil mantém o foco em renováveis (82% da matriz em 2025). Não nos faltam bons projetos. O próprio segmento eólico, apesar dos pesares, em 2024, adicionou 3,3 GW e 23,3 MW de capacidade repotencializada. O solar fotovoltaico, em fevereiro de 2025, já gerava 53,9 GW, ou aproximadamente 21–22 % do total. E a micro e minigeração distribuída, hein? Em quatro meses, de janeiro a abril de 2025, cresceu 2,8 GW. Sem falar da geração hidráulica e outras fontes renováveis. O problema é que essa expansão, via de regra, nem sempre é acompanhada do aumento das linhas de transmissão.

Daí a expectativa em relação ao leilão (o único de transmissão que a ANEEL realizará neste ano).  As ações previstas fortalecem a interligação dessas áreas de produção com os centros de consumo. Um passo significativo para modernizar e expandir a rede elétrica, promovendo maior segurança energética, eficiência operacional, integração de renováveis e quem sabe até justiça tarifária.

Wilson Bigarelli
Editor
editor@cranebrasil.com.br

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