MERCADO IMOBILIÁRIO BATE RECORDE E PROJETA CRESCIMENTO

MERCADO IMOBILIÁRIO BATE RECORDE E PROJETA CRESCIMENTO

O mercado imobiliário brasileiro encerrou 2025 com resultados históricos, contrariando previsões de desaceleração diante do elevado patamar dos juros. Dados do Senior Index, em conjunto com a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), apontam crescimento consistente em lançamentos, vendas e valorização dos imóveis ao longo do ano.

Foram lançadas 453.005 unidades residenciais, alta de 10,6% em relação a 2024, configurando o maior volume já registrado. As vendas somaram 426.260 unidades, avanço de 5,4%, enquanto o Valor Geral de Vendas (VGV) alcançou R$ 264,2 bilhões, com crescimento de 3,5%. O desempenho foi sustentado mesmo com a taxa Selic próxima de 15% durante boa parte do período.

A resiliência do setor foi impulsionada por fatores estruturais, como a demanda reprimida e o papel dos programas habitacionais. O Minha Casa Minha Vida respondeu por mais da metade dos lançamentos e quase metade das vendas, com expansão significativa ao longo do ano. Regiões fora do eixo tradicional também ganharam destaque, especialmente Norte e Nordeste.

No segmento de médio e alto padrão, o Senior Index registrou aumento de 7,3% no VGV, crescimento de 5% nas unidades comercializadas e valorização média de 10,4% no preço do metro quadrado. O Nordeste apresentou forte avanço em volume financeiro, enquanto o Sudeste liderou a alta nos preços.

Os dados indicam ainda mudança no perfil da demanda, com maior procura por imóveis de alto padrão, que registraram desempenho superior ao médio padrão, mesmo em um cenário de crédito mais caro.

Os preços seguiram trajetória de alta. O índice FipeZap acumulou valorização próxima de 8% em 12 meses, superando a inflação e demonstrando capacidade do setor de repassar custos e preservar margens em diferentes regiões.

Para 2026, as perspectivas são mais positivas. A expectativa de estabilização e possível redução gradual da taxa de juros, aliada ao aumento de recursos do FGTS e à ampliação das metas habitacionais, deve impulsionar a atividade. A CBIC projeta crescimento de 2% no PIB da construção.

Analistas avaliam que o setor está entrando em uma nova fase, marcada por maior equilíbrio entre oferta e demanda. A combinação de condições financeiras mais favoráveis e amadurecimento das estratégias empresariais pode sustentar um ciclo de expansão mais consistente nos próximos anos.

Foto: Envato Imagens-Divulgação

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.

error: Conteúdo com direito autoral
×