O 2º Leilão de Reserva de Capacidade de 2026 contratou 18,97 GW de potência, após sete rodadas realizadas em São Paulo. O certame foi conduzido pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), pelo Ministério de Minas e Energia (MME) e pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE).
A maior parte da energia negociada veio de usinas termelétricas a gás natural, além de empreendimentos a carvão mineral e hidrelétricas. O objetivo da contratação é garantir potência firme e reforçar a segurança do Sistema Interligado Nacional (SIN) nos próximos anos.
Os investimentos totais somam R$ 64,5 bilhões, com entregas previstas entre 2026 e 2031. O leilão também registrou economia estimada de R$ 33,64 bilhões, com deságio médio de 5,52%.
Entre os produtos negociados, o POTT-2026 teve dez vencedores, todos com usinas a gás natural na região Sudeste. Já o POTT-2027 contou com quatro projetos, incluindo três térmicas a gás e uma a carvão. No POTT-2028, foram 51 vencedores, com predominância de gás natural e um projeto a biometano.
Leilão de reserva assegura 18,97 GW e reforça sistema elétrico
Nos anos seguintes, o POTT-2029 teve 22 empreendimentos vencedores, todos a gás natural. Em 2030, quatro hidrelétricas foram contratadas no produto POTH, enquanto o POTT-2031 contou com oito projetos — seis a gás e dois a carvão — além de uma hidrelétrica adicional.
Os Leilões de Reserva de Capacidade são instrumentos estratégicos para assegurar o equilíbrio entre oferta e demanda de energia no país, contribuindo para a confiabilidade do sistema elétrico.
A agenda de contratações segue com o 3º leilão previsto para 20 de março, também em São Paulo, voltado à energia gerada por termelétricas movidas a óleo diesel, óleo combustível e biodiesel.
Matriz brasileira ganhou 1.286 megawatts (MW) em 2026
O primeiro bimestre de 2026 contabilizou um crescimento de 1.286 megawatts (MW) na matriz de geração elétrica no Brasil, segundo levantamento realizado pelas áreas técnicas da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL).
Em fevereiro, houve ampliação de 743 MW. Um total de 16 usinas entrou em operação comercial no mês: 14 centrais solares fotovoltaicas (677 MW), uma usina eólica (59 MW) e uma pequena central hidrelétrica (7 MW).
Três estados em três regiões do Brasil tiveram empreendimentos liberados para operação comercial em fevereiro de 2026. Os destaques, em ordem decrescente, foram Rio Grande do Norte, com 640 MW decorrentes da entrada em operação de 13 usinas, seguido de Minas Gerais (96 MW e duas usinas) e Paraná (7 MW e uma usina).
Os dois primeiros meses de 2026 contaram com a liberação de novas usinas em 7 estados nas cinco regiões do país. O Rio Grande do Norte apresenta a maior expansão no período, com 640 MW, seguido de Minas Gerais, com 505 MW.
