Executivos e empresários participantes do Top Crane 2025 fazem, nesta edição, um ótimo balanço do mercado de movimentação de cargas e apontam possíveis cenários para o ano que vem. Fico à vontade, portanto, para abordar algo muito importante na história de quase 20 anos da Crane Brasil. E, por certo, desconhecido de muitos, em particular, das novas gerações de profissionais que gradativamente assumem cargos de liderança no setor. Me refiro à simbologia envolvida no troféu do prêmio Top Crane.
O design baseia-se em um origami japonês, o tsuru, que, por sua vez, é a representação de um grande pássaro, o grou, um tipo de garça, que, pela altura de suas pernas e grande envergadura de suas asas, também guarda semelhança com um equipamento específico: o guindaste. A dupla acepção também ocorre no Ocidente. Em inglês, “crane” significa as duas coisas.
Mas, há mais. Diz uma antiga lenda que aquele que confeccionar mil tsurus conseguirá alcançar um desejo muito esperado. Como foi o caso da menina Sadako Sasaki, uma das vítimas da bomba atômica lançada sobre Hiroshima. Em sua memória, e de todas as crianças mortas ou feridas, naquela cidade japonesa, há um Monumento das Crianças à Paz, a Torre dos Tsuros.
Em 2010, não foi difícil identificar, em São Paulo, especialistas em origamis. Coube a nós distribui-los nas mesas dos convidados na celebração do primeiro Top Crane. E deu muito certo. Nenhuma outra imagem, portanto, representa melhor esta premiação e o que desejamos a todos, para sempre: perseverança, prosperidade e paz.
Wilson Bigarelli
Editor
