Pesquisa realizada pelo IPTC (Instituto Paulista do Transporte de Cargas), encomendada pelo SETCESP (Sindicato das Empresas de Transporte de Carga de São Paulo e Região), divulgada em janeiro deste ano, aponta os principais fatores que tem impactado os custos do transporte rodoviário.
“O setor vem enfrentando grandes desafios desde 2023, com a regulamentação de alguns atos normativos, que modificaram as condições operacionais e que, de certa forma, afetam a saúde financeira dos negócios até passarem por esse período de adequação”, explica Raquel Serini, coordenadora de projetos do IPTC e economista.
Entre os impactos que o setor vem sentindo estão o fim do programa de desoneração da folha de pagamento e principalmente a alta do preço diesel, que devido a uma ação conjunta de aumento nas refinarias, teve um acréscimo de R$0,22 no preço por litro mais um aumento de R$ 0,06 com a elevação do Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), que passou a vigorar em 1º de fevereiro, o que fez com que o diesel chegasse a R$ 3,78 por litro nas refinarias. Cabe lembrar que o diesel representa, aproximadamente, 35% dos custos do Transporte Rodoviário de Cargas, com impacto significativo na formação do preço do frete (em torno de 2,2%).